O homem suspeito de matar a esposa, Raiane dos Santos, de 21 anos, está sendo julgado nesta sexta-feira (6), em Jaboticabal (SP). A sessão do Tribunal do Júri começou por volta das 11h e prevê o depoimento de testemunhas dos dois lados do processo.
O investigado é Eudes Caires Novais, de 35 anos, preso em flagrante na época da morte da jovem. O caso aconteceu em julho de 2025, quando Raiane foi encontrada inconsciente e com diversos hematomas pelo corpo na casa onde morava com o marido, no bairro Jardim Santa Rosa em Jaboticabal.
Na ocasião, Raiane foi socorrida pelo Samu e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Devido à gravidade do quadro, ela foi transferida para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas não resistiu.
Médicos que atenderam a jovem identificaram afundamento craniano, traumas no rosto e no maxilar, além de outros hematomas. As lesões levantaram a suspeita de agressões físicas.
Durante a investigação, Eudes alegou à Polícia Civil que a esposa teria sido envenenada. A delegada responsável pelo caso, Giovanna Scudelari, considerou a hipótese improvável, diante dos sinais de violência identificados no corpo da vítima, mas informou que nenhuma possibilidade seria descartada naquele momento.
Segundo o boletim de ocorrência, um vizinho foi chamado pelo próprio investigado na noite em que Raiane foi encontrada. Ele teria sido informado de que a mulher havia sofrido um envenenamento e, ao chegar à residência, encontrou a jovem inconsciente e com ferimentos.
Raiane era mãe de uma criança de 2 anos. A investigação teve como principal linha a suspeita de feminicídio.
O julgamento desta sexta-feira deve reunir depoimentos de testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa. A sessão segue em andamento em Jaboticabal.
O Ministério Público denunciou o acusado por feminicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo de uso permitido e de uso restrito.
Defesa tenta afastar acusação de feminicídio
Durante entrevista ao jornal Cidades, o advogado Mateus Silva afirmou que a defesa de Eudes discorda da classificação do crime como feminicídio e pretende pedir à Justiça a desclassificação da acusação para lesão corporal seguida de morte.
Segundo a versão apresentada pelo advogado, teria ocorrido uma luta corporal entre o acusado e a vítima na noite anterior. A morte, ainda conforme a tese da defesa, teria ocorrido no dia seguinte, em consequência das lesões sofridas.
A defesa sustenta que essa é a classificação jurídica adequada para o caso.






