“Ela caçou, ela achou. Me traiu, morreu.” Foi assim que Euripedes Pinto de Carvalho, de 43 anos, resumiu o assassinato da ex-namorada Alessandra Carolino da Silva, de 44, em entrevista ao SBT Ribeirão Preto. Questionado se estava arrependido, respondeu: “Nenhum pouco. Pudesse faria de novo”.
O homem foi preso na tarde de quarta-feira (4), em Barretos (SP), após passar quatro dias sendo procurado pela polícia. Ele é suspeito de matar Alessandra a facadas no domingo (1º), com 21 golpes de faca, na frente do filho dela, de 6 anos, e de uma sobrinha, de 11.
Segundo a Polícia Civil, Euripedes foi localizado em uma rua na região central, próximo à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), e não ofereceu resistência. A prisão temporária havia sido decretada poucas horas depois do crime.
Em depoimento, de acordo com a delegada Denise Paro, responsável pela investigação, ele também alegou que teria sido traído pela vítima. A suposta traição, no entanto, não foi comprovada. A delegada afirmou que o suspeito não demonstrou arrependimento.
Ataque aconteceu na frente de duas crianças
Alessandra foi atacada quando saía da casa da mãe, no bairro Cecap, acompanhada do filho e da sobrinha. Conforme a investigação, ela foi atingida inicialmente, caiu no chão e recebeu diversos golpes de faca. Depois do ataque, o suspeito fugiu.
As crianças conseguiram voltar para a residência e avisaram a avó. Quando a Polícia Militar chegou, encontrou a mulher inconsciente. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada à Santa Casa de Barretos, mas não resistiu. A morte foi confirmada às 19h15 daquele domingo.
A investigação também aponta que Alessandra já havia registrado um boletim de ocorrência contra Euripedes e solicitado medidas protetivas de urgência. Segundo a delegada, ele não foi localizado para receber a intimação.
O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica. Euripedes tem histórico de registros policiais, com 11 inquéritos e 32 processos, segundo levantamento da EPTV. Entre os antecedentes mencionados estão homicídio, lesão corporal, furto e tráfico de drogas. Ele foi condenado em 2015 por um homicídio cometido em 2012.
A Polícia Civil trabalha para concluir o inquérito, que será encaminhado ao Ministério Público e à Justiça. Se houver denúncia e ela for aceita, o suspeito se tornará réu e, por se tratar de um crime contra a vida, poderá ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Como denunciar violência contra a mulher
Denúncias podem ser feitas gratuitamente pelo telefone 180, que funciona 24 horas e permite o anonimato. Em situações de emergência, quando a mulher estiver em perigo, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.






