Mais de um mês após morrer em um acidente náutico na Itália, Gabriella Elorriaga Querino Ferreira, de 26 anos, será sepultada nesta quinta-feira (15), em Ribeirão Preto. A brasileira morreu após a embarcação em que estava com o marido, Sean Michieli, de 25, ser atingida por um táxi aquático nas proximidades de Veneza, em 12 de setembro.
O velório está previsto para ocorrer das 14h às 16h, na rua Flávio Uchôa, no bairro Campos Elíseos, zona Norte da cidade. Depois, o corpo seguirá para o Cemitério Bom Pastor, na zona Leste, onde o sepultamento está marcado para aproximadamente 16h30.
Corpo foi velado na Itália antes do traslado
Gabriella e Sean foram homenageados em uma cerimônia realizada em 7 de outubro, em Cavallino-Treporti, perto de Veneza. Segundo o jornal italiano Corriere del Veneto, o enterro da brasileira chegou a ser previsto para 9 de outubro, mas os procedimentos burocráticos para trazer o corpo ao Brasil adiaram a despedida em Ribeirão Preto.
Natural da cidade, Gabriella havia se mudado para a Itália cerca de dois anos antes. Ela morava com Sean na ilha de Burano, e os dois oficializaram a união civil em 8 de junho, na Prefeitura de Veneza. O casal também planejava realizar uma cerimônia religiosa.
De acordo com o jornal italiano, Gabriella será sepultada com o vestido de noiva. Flores brancas que seriam usadas na cerimônia religiosa também foram colocadas sobre os caixões durante a despedida na Itália.
Casal morreu após colisão em Veneza
O acidente aconteceu na madrugada de 12 de setembro, no canal de Tessera, na Lagoa de Veneza. Gabriella e Sean estavam em uma embarcação durante uma pescaria, atividade profissional do italiano, quando foram atingidos por um táxi aquático.
Sean foi resgatado com vida e levado ao hospital, mas morreu no dia seguinte, em decorrência de um traumatismo craniano. Gabriella caiu na água e ficou desaparecida até 15 de setembro, quando o corpo foi encontrado na região da ilha de Campalto.
As circunstâncias da colisão continuam sob investigação das autoridades italianas. A advogada da família de Sean afirmou que o condutor do táxi aquático estaria sob efeito de álcool e entorpecentes. A alegação não representa uma conclusão oficial da investigação.






