Uma mulher de 38 anos confessou ter matado o companheiro com um golpe de faca no pescoço durante uma discussão em Franca, no interior de São Paulo. Michely Tamires de Paula Almeida se apresentou à Polícia Civil na terça-feira (20), dois dias após a morte de Túlio Fernando dos Santos, no Jardim Aeroporto III.
Segundo o delegado Márcio Murari, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a mulher afirmou que agiu em legítima defesa. Em depoimento, ela relatou que o relacionamento era marcado por ameaças e agressões e que já havia obtido medidas protetivas contra o companheiro.
De acordo com a polícia, Túlio chegou a ser preso por descumprir a determinação judicial, mas foi solto após um dia. O casal havia reatado o relacionamento cerca de três meses antes e chegou a frequentar uma igreja na tentativa de melhorar a convivência.
Discussão terminou com golpe de faca
Conforme a versão apresentada por Michely, a discussão começou depois de uma confraternização na residência, após um desentendimento envolvendo uma transferência via Pix recebida pela filha dela. Com a saída dos convidados, o conflito teria se intensificado.
A mulher afirmou que Túlio avançou contra ela e que, nesse momento, pegou uma faca de pão com serra e o atingiu no pescoço. Segundo o delegado, a perícia identificou um único golpe fatal.
Ainda conforme o depoimento, Michely tentou ligar para a Polícia Militar e para o Samu, mas não conseguiu contato. Depois, deixou o imóvel e foi para a casa de um parente. Túlio foi encontrado morto na garagem, e uma faca com vestígios de sangue foi localizada no corredor externo.
Mulher foi liberada após depoimento
Acompanhada de um advogado, Michely afirmou que não tinha intenção de matar o companheiro. A defesa também sustenta que ela agiu em legítima defesa. Após prestar depoimento, a mulher foi liberada por não estar em situação de flagrante, segundo o delegado.
A Polícia Civil ainda pretende ouvir testemunhas e aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer as circunstâncias da morte. O caso continua sob investigação, e a alegação de legítima defesa ainda deverá ser analisada.






